VAMOS FAZER UMA VILA

HISTÓRIA…


ERA ANOS 70…
Mas parece que foi ontem,
minha cabeça era um cacho
e as bananas eram perguntas.

😛 Ah, pensamentos! Águas do rio humanidade,
correnteza onde o medo se embola em dúvidas
e insegurança… Tudo o que existe é feito de frases
e quem não fala, não existe.

Portanto, que digam, falem. Deixe que pensem…
Pensamentos são seres vivos que guardam a si mesmos
em aprendizados que enraízam o cotidiano,
se não obra literária, o imaginário é uma carroça
levando o Patrimônio Histórico dos povos…

Então… (antonce?)

Vila Barroló é esse prego no chão do Cerrado.

PREGO NO CERRADO

COMO FAZER VILA
UMA COMUNA DE ARTESÃOS
Isso é prego no chão ou peixe na rede?

😛 Lembra daquela música? Era Benito de Paula? mmm…
barrolo.com seria muito bom… seria muito legal, se vc lesse isso e deixasse um pensamento…


A consciência não determina o ser, ao contrário,
o ser determina a consciência.                        (Karl Marx)

bandeira brasil barrolo.com  Hoje é 7 de setembro de 2017…

Boa parte da população de Conceição das Alagoas, Triângulo Mineiro, o município carinhosamente chamado de Garimpo, comparece na praça. Comemoram alguma coisa sobre o Brasil. Vila Barroló está entre eles com espírito de cooperação e cidadania, gente lidando com gente, alimentando a energia dos sonhos de um país melhor.

No meio disso, estão as perguntas de como fazer disso um evento transformador, útil e produtivo. São os embates do fazer coletivo….

Mas… o que se pensa? E se esta reunião tratasse do que realmente se faz por um país mais habitável, que não oprima seus conterrâneos? O que desejamos ter e o que fazemos pra obter isso?…

Sem ladainha filosófica, entre enxadas de horta, fogo de lenha e bica d’água, enquanto trocamos artesanato por dinheirinhos, a arte e a cultura abre a mente e o pensamento na injustiça da organização das cidades e seus poderes…

Não é muito, mas inventamos projetos culturais. Não é que se queira intelectualizar-se  frente aos nossos conterrâneos, mas o pensamento é a fonte de nosso viver e de onde tiramos as soluções de felicidade. O conceito de trabalho, no meio disso, repensa as palavras do gênio amigo Marx: o trabalho do ser humano é a vida do ser, o próprio ser vivendo. Bem, o que se pensa sobre isso é que existe trabalho e serviço, duas coisas distintas.

Enquanto queremos todos entender melhor essas coisas, esses projetos frutificam canções, literatura, ideias visuais, sempre inclinados aos assuntos da gente comum, de dentro das casas, da cozinha e sala de almoço, porque isso é com que de fato lidamos.

Moradia, basicamente. Em relação a isso, o meio ambiente, s socialização, o trabalho, a sustentabilidade, a realização pessoal. Enfim, queremos as conversas de cozinha, em que todo há que ser intuitivo! Não carecemos de selos, emblemas e títulos de intelectuais pra ler as folhas das árvores, as poesias de bichos e ouvir o discurso das águas.

Dar um mote, este caseiro rude,
meio assim, ver de outro
 lado,
o tosco falar da virtude,
sem se fazer de assustado

O perfil do falante reflete que política é um ser complexo, frequentemente espinhoso e obscuro obstáculo imperativamente presente na mesa…  há, de fato, a degeneração na base, é disto que trata a ação para cultura nessas terras do pau-se-brasa.

Produzir cultura? É cultivar as gentes e libertar as mentes. Conversa de cozinha. É um riso de córrego, uma água na pia. Água caindo é muita coisa, sinhô!

— Fala sério…

 

QUAL É A CONVERSA DE COZINHA?

 

 

🙄 … sinhá que quer…

Quem caiu no rodízio hoje vai fazer arroz a menos. O bando e seu canto foi lá, em cooperação para ocupação da praça junto com todos os garimpenses. Ali, festeja-se o Brasil, um rapazola ingênuo e confuso. Somos o Brasil-não-sabe-nada, a incógnita no futuro desse moço.

Mas há quem olhe os muros, a estes, os vigias domésticos e suas opiniões feitas a mão, deem-se a honra sem conivência, a crítica apartidária e o respeito sem subserviência.

Bata-se na cabeça da hipocrisia… com uma placa. Cuidado! Frankenstein surdo à esquerda. Alerta! Neo-liberal cínico à direita. No centro do problema, estão os domésticos, pessoas do bem cujo pecado é ignorância. Vítimas dos 50 anos de Moral&Cívica! Abram alas, gentes do bem, para o acontecimento de algum Brasil. Mas (Cuidado!) as bases das autarquias apodreceram.

Há um grito nesse silêncio…

Quiá, quié, quií, quó, quú,
trepei na barra do rio, pé-de-abio,

que me viu e caiu na gargalhada…
Do barranco, quem me viu, meio-fio
o perfil da Avenida Madrugada…

Quié chamado picareta na saleta
do doutor que tudo sabe,
só não sabe ainda que não sabe nada…
Ah, essa cantoria! Era a fantasia
com que me escondia, se bisbilhotais
estas reuniões com apreensão…

Quiá, quié, quií, quó, quú,
Ói, no espelho do rio, o perfil
pé-de-abio, no meio da passarada…
ói, no barranco do rio, o perfil
arredio, que fugiu da alvorada…

Tudo em troca da muleta,
na saleta do doutor, montado
na mula de olhos azuis da escuridão…
Ah, essa liturgia! É a anestesia,
com que humilhais essas multidões
num mar de ilusão

Então, estamos assim combinados, essa rede tem dois lados, um que flui e outro que prende. Há que ser prego no chão. Em caso de armadilha, que se rasgue a rede!

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FILÓ, FIFÓ, BROGODÓ…

FILÓ, FIFÓ, BROGODÓ




No começo, era difícil dizer
— 😯 barrolô?…
— 😀 É Vila Barroló, Zé Arigó! Que nem fifó, filó, brogodó… tem acento no ó.

Saía barrolô… sem problema, bom também!
Passado tempo, é de casa…

Vem a televisão…
:mrgreen: A mulher quer fazer entrevista…
— 😳 Uai, a gente fala!…
— 😆 Nascido em roça?
— 🙄 Não sinhora…
— 😆 Iludido com agronegócio?
— 😳 Não sinhô…
— 😎 É coisa de hippie?
— 😳 Né não, moça…
:mrgreen:  Iss’é militância? Naturismo… essas coisas?
— 🙄 Rapaz, num é não…
— 😯 Então, quê…?!

 

Salamargo barrolo.com

Andara procurando um lugar de morar. Meados de 1993, quando vi os três elementos na beira do córrego Geraldo: água, bicho e história de gente…

Virei menino, lá embaixo, era cheio de unha-de-gato… trepei nas jabuticabeiras, mangueiras, cantei a passarada… e gente.

Era muita história de gente.

Ainda não tinha a marvada cana, tudo era muito bonito, tinha mato. Depois chegou a Caeté, os Lyra… Agora é viver correndo atrás do prejuízo, tentar refazer… a gente sonha com isso. Mas é as Alagoas do Nordeste contra as Alagoas do Sudeste, desde 1995, é pouco tempo, 23 anos… mas cabô tudo! ou quase… falar isso é feio, mas a gente fala e televisão não publica, muda o discurso.

 

quasimodo barrolo.comQUASÍMODO CERRADO

 

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Por falar em quase…
lembra do Quasímodo? O corcunda francês?
Pois, aqui na Boa Vista, tinha um homem.
Mulher e filhos, lutava c’as vaquinhas.
Tico de leite, porcada e galinha, quase nada.
Fruta no quintal, feijão, folhas, dava pra comer.

De noite, rachava o bico a cantar rimas que fazia da beleza do Cerrado. Mas a usina arruinou tudo. Muita gente foi embora e o homem entristeceu.

Veneno nas fruteiras, mosca, pragaiada esquisita, ele injuriava. Embora não ia, isso não fazia, era o que dizia… vai indo que eu não vou. Mas, filhos crescem, televisão fala, o futuro… a mulher queria.

Alugou pra cana e foi pra cidade. Fome não passava, pensou. De fato, isso não. Dinheirinho pouco se arruma sempre.Tanta coisa diferente, tanto carro, tanta gente, tudo chama atenção.

Mas, pra quem sabia o que é a vida no mato, a cidade, era ilusão de que um dia se vai viver, mas o viver não chega. E se chega, era envelhecer ali, preso de medo e tristeza.

Durou pouco. Não contava com isso, sonhar com aquilo, assim não podia viver. Quis voltar. Mas, a mulher, conformada, não pensava em nada, só que roça era castigo, queria o conforto da cidade

— Não quero ir!… os meninos têm sonhos, amigos!?…

 

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O homem ficou muito nervoso, disse umas coisas e saiu. Depois,´´pra aliviar a tensão, fingiu-se acomodado. Só que não dormia, não comia, perdeu a alegria, até o gosto pela mulher.

Não pensava em outra coisa e, sem poder tocar no assunto, foi visitar o sítio. Lá, a usina enterrara árvores, seu quintal foi gradeado pra dar espaço pra cana. A casa foi depredada, na bica não corria mais água, até o curral arrancaram. Além disso, mais vizinhos haviam se mudado… era um deserto de cana!

Não imaginou que fizessem isso com as árvores do lugar, a água… porque não pensara nisso? Como isso aconteceu? Eles não têm esse direito, pensou. Isso é a história da gente, vou buscar meu direito. Mas as letras pequenininhas do contrato, de fato, diziam isso… Saiu, indignado.

Pensou em se revoltar. Que fazer com aquela dor? O homem ficou brabo, lembrou de Lampião: é os mesmo coroné!…

Pensou nos filhos, ele sozinho, durava pouco e nada fazia. Puxou conversa com uns e outros, mas era só o silêncio que ouvia… foi-se embora derrotado. Era dor de passarinho.

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Calado, quetou em casa, deprimido, esquisito, sem ação. E, com isso, o homem foi ficando entrevado, o sangue engrossou, ficou pesado, a criatura doente, o violão calado… não queria ver gente. O coração foi se amargurando, de tal maneira que não aguentou a pressão e, um dia, deu um chilique no camarada.

Tremendo-se todo, babando, foi aquela correria… o médico disse o que era, um nome esquisito que ninguém entendeu, mas nem precisava. Tomou-se o remédio. O homem sarou em parte, mas ficou entortado. Ficou corcunda e, aí é que se aquetou mais ainda… ficou trancado no quarto muitos dias.

Aí, num dia como outro qualquer, ele saiu. Sozinho, levou a viola, foi morar no meio da capoeira, dizem que enlouqueceu… em noites de lua, ele anda no canavial, beirando as casas dos vizinhos. Faz serenatas, coisas que escreve e canta, uma espécie de réquiem violado pras almas queimadas das capoeiras. O povo aqui deu nome de Quasímodo Cerrado.

O VERBO É ATELIER

☺ que legal se vc, depois de ler isso, deixasse um comentário…

O ATELIER É UM VERBO…

😆 Fala sério!… :mrgreen: mmm… levar a sério o quê?!… O desafio é cavar água e comida com um mínimo de decência, porque vida não é trabalho e porque trabalho é vida.

Falando da felicidade em contexto, nada há, nesse formigueiro econômico, que possa ser levado a sério. Em tempo, talvez vc não leve isso tão a sério, embora concorde, que a sociedade interage em apenas dois níveis(!?). De um lado, está a dominação, o respeitado embornal de coronel, em que caibam títulos, selos, etiquetas, terras, fábricas. São estes os que têm poder de fornecer a cada um dos seus submissos colonos, uma casinha no padrão de conforto e um carrinho na garagem. Isso prometem e cumprem, desde que se lhes venda o tempo de viver.

Em segundo plano, somos todos apenas humanos, formamos uma rede de sobrevivência, independentemente de classes. Ao capital, o herói que desfila o discurso de sucesso aos menos favorecidos, eu perguntaria, qual é o perfil da derrota? E não levaria a sério a resposta porque, ainda que ele (o dinheiro) me custe tão caro (e como é caro!), eu já sei que me sentirei derrotado quando o tiver conseguido. Quem dera ele pudesse me fazer ser melhor e amar mais, nesse caso, seu preço daria bom custo-benefício. Contudo, o que não é barato nem caro, gratuito por não comportar preço, é o direito assegurado aos humanos de serem humanos.

Isso começa a ficar sério… ainda que frequentemente há preguiça do assunto (chamam de zona de conforto), ser subserviente é mais fácil, mas, além de custar caro, não vale nada. Contudo, esse sistema de convencimento não é preguiçoso. A propaganda trabalha dia e noite pra nos distrair do que realmente é sério. Porque, neste sistema de coisas, sério é o que rende dinheiro, que se alimenta do sangue, das felicidades que suga avidamente, como um morcego vampiresco no crepúsculo de cada sonho. O estado de graça, no modo como se organizam as cidades, é a omissão sobre critérios vitais ao humanismo, em função de um ‘desenvolvimento’ odioso e odiado.

Dorme-se esse sono de um mundo ‘desenvolvido’, enquanto aprendemos e ensinamos a respeitar como verdade o que a escola nos diz. Que futuro vc terá, se não entrar na roda que gira? Impõem-se as listas, precisamos vender e comprar numa realidade cruel em que não interessa como fará pra conseguir recurso. Aceite-se esta adversidade como condição natural da vida. A escola, eleita a ‘voz da prudência’, o ‘trem do sucesso’, o ‘caminho do bem’ cuida destes três verbos essenciais: produzir, vender e comprar. De sua felicidade, cuide vc, se quiser conjugar o verbo ser.

 

COSTURA DE PAPOS

ASSINE NOSSA LISTA
DE AMIGOS DA VILA BARROLÓ



E se você perguntar?…

Porque assinar uma lista da Vila Barroló?
Olha, vai dar pra fazer muita coisa legal. Afinal, em tempo de novos horizontes sociais, é bom aglutinar-se em setores de interesse, porque isso agrega força e nos dá voz.

E se não houver semelhança de interesses?
Claro que penso nisso… mas se você fala no meio de um grupo de companheiros, o efeito é infinitamente maior, não acha? Por isso, devemos formar grupos de interesses. E o seu interesse poderá se tornar o nosso também, afinal.

E o que acontece, se vc assinar essa lista?
Vc poderá receber emails da Vila, por exemplo, publicações de Blogodório, convites pessoais e notícias sobre eventos que realizamos ou participamos, convites a participar de pesquisas de campo com formulários Nada que lhe incomode, isso eu garanto.

E o que vc ganha em assinar essa lista?
Bem, pode ser até interessante alguma promoção de artesanato (Temos ideias incríveis de rifas e sorteios! Tá vindo por aí…), ebooks que serão distribuídos, participação em cursos (modelagem, por exemplo, é uma ideia bem próxima). Vc ficará bem antenado com o que acontece na Vila Barroló.

E a quem se refere essa lista?
Olha, a Vila Barroló se apavora com a prepotência, mas temos amigos e companheiros espalhados em continentes. Sem que a gente consiga evitar, nossa interação vai tornando, cada dia mais, internacional. Ainda que nossos embates sejam sempre localizados, cuidando de agir localmente e em relação ao que alcança nossa moradia e vizinhança. Contudo, as questões humanas são comuns e semelhantes. Se agimos, todos, em nosso lugar de morada, seremos o todo agindo.


Mas, alterna em sala, cozinha, quartos e quintal, essas coisas, gente, bicho, político, amigo, comprador, puxa-saco, visitante, policial, associação, sindicato, curioso e repórter… tudo junto e misturado…

:mrgreen: é assim, quem não fala, não existe e não há que dizer nada…

Compensa dizer algo por 3 razões, a saber:

  1.  😉 aunque pierdas la ternura, hay que endurecerse!…
  2.  😯 vc que inventou a subversão, em que fria que vc foi entrar…
  3.  😎 quem inventou a razão não fui eu nem ninguém, acontece na vida…

Diferença é assim, estava prevenido. Mas, quando cheguei mais perto, nada era fácil de dizer… já dizia Salomão, de muito falar, vêm as utopias…

Mas ai, eu sonhei que a colher falava e quando acordei, era tudo verdade. Essa teoria estava explicada em escritos nas folhas das árvores… geografados, sabe? Desde então, dedico-me a isso, mas são muitos estudos (é fácil que leve décadas…) pra entender algumas frases.

O material era meio obeso, tinha que malhar muito pra sair a público…
Era tantos comos, ondes, quais cores, quais temas?
Bíser&córdi@!! Como tá em todas esse gancho do capitão!…
imagina alguém matasse a interrogação(?)… (nem eu).

 

Era um nenê fofo, tudo colorido, bonitinho: Blogodório! Sala de Costura de Papos…

mulhershopping_barrolo.com

A mulher do shopping…
—  😯 o nome é horrível, ninguém chama Blogodório!…

Antes que vc pense (como os gringos do Godaddy), não é Blog do Rio…
Blogodório vem de bolodório, palavra riquíssima de conteúdo semântico. Procurava a máscara da conversa séria que a gente tem que levar pra casa…

Então, vão lá?… Demora não. Talvez não seja seu tipo (vc pensando, torce o nariz) que gosta de provocar em comentários (eu pensando, torço que seja), mesmo assim, não se acanhe… descobri recentemente que a conclusão é reacionária.

Blogodório!…